Compartilhando

Quando eu escrevi o livro "O ser magra no corpo gordo: A incoerência entre ser e estar", PUBLICADO PELA EDITORA ZIAN - SP, tinha apenas por objetivo compartilhar minhas mudanças e mostrar que podemos ser aquilo que pensamos.A partir do meu emagrecimento - perdi 19 kg -, minha vida foi sofrendo transformações maravilhosas e eu parei de fumar, equilibrei meu sono, adaptei um novo modo de me exercitar, melhorei minha relação com as pessoas que não estão por acaso na minha vida e criei um campo totalmente favorável para mil outras coisas que estão prestes a acontecer na minha vida. Sou tudo aquilo em que mergulho de cabeça e coração.Estimulada pela minha mudança e o desejo de outras pessoas de mudar, resolvi adaptar meu método para ajudar outras pessoas. Mas para que ele seja realmente uma prova de que podemos mudar sem qualquer esforço que não seja o mental, preciso validá-lo.Criei acomunidade do Orkut " Emagrecer sem sacrifícios" e este blog como um campo de pesquisa. Venha e comece a ser realmente FELIZ!

29 de jan de 2008

O que comer?

Antes de emagrecer - e vivendo na sanfona do engorda-emagrece, eu estabelecia o que poderia ou não ser comido. Vivia me policiando e saia da mesa sempre com a sensação de estar mais pesada. Comia uma azeitona e me sentia gorda e intoxicada. Minha mente era responsável por todos os temperos e molhos da minha comida e por isto eu engordava com muita facilidade. Quando disse: A partir de AGORA! (nada de usar armadilhas tipo: segunda eu começo a dieta. Um dia eu vou emagrecer), deixei que o meu corpo dissesse o que queria, como queria e quando queria comer. Incrível que passei a comer regularmente e uma quantidade muito maior do que comi a vida inteira. Não pensava o que ia comer no dia seguinte. Tudo dependeria de como eu acordava. Quando acordava com o "gás" todo, o organismo ficava satisfeito com coisas leves e muito líquido (água, sucos e vitaminas). Quando estava sem força, com a energia exaustivamente gasta pelo meu mental, procurava comer massas, comidas vermelhas e picantes. De um modo geral, depois do primeiro mês, no qual devo ter perdido cerca de 6 quilos (estava muito intoxicada e inchada), eu tinha um cardápio bem balanceado. No segundo mês, dei-me o luxo de tomar proteínato para aumentar a massa muscular, coisa impraticável em outras épocas. Nunca deixei de fazer uma refeição, ou mantive um intervalo muito grande entre as elas, que são de 6, 7 ou mais por dia.

Minha relação com a comida

Desde o dia que resolvi mudar radicalmente e nunca mais voltar a engordar, rompi com o mundo "engordande" dos reforçamentos mentais. Deixei de me pesar, depois de 2 ou 3 encontros com a balança para criar uma situação real, apaguei muitas palavras do meu dicionário (caloria, por exemplo) e ignoro qualquer informação a respeito de nutrição das embalagens dos produtos. Por segurança estabelecida pela minha sabedoria interior, sem perceber evitei alguns alimentos porque eles estavam associados à gordura e a minha mente ainda estava condicionada. Mas, à medida que emagrecia e me fortalecia, nada mais poderia me engordar e o chocolate vive por todos os cantos da casa. Ele passou a ser apenas fonte de energia e como eu sou magra e tenho fome e desejos de pessoa magra, posso ficar muitos dias sem comer esta maravilha que não sinto falta. Pode acontecer de eu acordar um dia mais cansada e com a energia desequilibrada. Neste caso, dou-me o direito de comer até uma barra de chocolate SEM CULPA. No dia seguinte, entretanto, mesmo que eu esteja com muita vontade, ele vai ficar esperando outro momento para ser comido. Estabeleci um campo favorável para a negociação e eu e a balança estamos em tempos de paz.

23 de jan de 2008

Agir como uma personagem

Um ator deve proteger muito bem sua alma, porque ele vive suas personagens tão intensamente que, se não tiver cuidado, pode passar a ter comportamentos da personagem. Quando eu representava o papel de magra, eu sentia logo o efeito disto. Meus movimentos se tornaram leves, não tinha fomes absurdas e não salivava desesperadamente ao menor pensamento de um chocolate. Aos poucos aquilo passou a ser meu verdadeiro comportamento e a mente tratou de tirar os quilos que me impediam de ser no corpo o que eu já era na alma.Minha relação com os alimentos ficou tão equilibrada que eu passei a me dar o luxo de esquecer o chocalate na bolsa por dois dias. Isto seria impensável em outras ocasiões.A pessoa gorda come com desespero, como se fosse se alimentar pela última vez na vida. Como ela sempre está pronta para começar uma dieta, ela come achando que nunca mais irá comer aquelas delícias. Este é o grande erro. Por isto comemos com medo, raiva e culpa.

Diferença entre comportamentos

com culpa e comer sem culpa? Ontem passei o dia na rua e fiz um lanche na padaria. Pedi um pavê de chocolate e pão de queijo. O pavê estava horrível e eu pedi para o rapaz me dar outra coisa. Ele me deu uma mil-folhas de chocolate. Se eu estivesse gorda, jamais reclamaria. Eu ficaria com vergonha e pensaria que todo mundo iria olhar para a minha cara e pensar que eu era uma gulosa. Como eu estou magra (sou magra!), agi naturalmente, sem culpas e a deliciosa guloseima não me engordou um graminha sequer. Em outras épocas, eu já sairia da padaria me sentindo enorme e, com certeza, as calças estariam apertadas no dia seguinte. Agora eu sou magra na mente e, por conseqüência, no corpo.

A raiva

Aproveitei que estava com muita raiva por ter engordado tanto e transformei este sentimento em força e mentalizei a imagem do que eu queria ser. Para acelerar e reverter aqela situação rapidamente, caminhava de 2 a 3 horas por dia. Para isto, evitei pegar ônibus, metrô, ou qualquer transporte e andei o máximo que eu podia. Não fiz qualquer programa de reeducação alimentar. Usei a minha inteligência interior para aprender a comer, evitando alguns alimentos. Os alimentos que estavam rotulados como "engordantes" foram evitados até eu entender que eles não poderiam me engordar se eu não os visse com este poder. Evitei doces em momentos delicados, para remover a idéia de que eles podiam me acalmar. Acabei estabelecendo 6,7 ou mais refeições por dia e comia de tudo um pouco. Agindo como uma pessoa magra, a minha mente reduziu a capacidade do meu estômago e eu comia devagar e o suficiente para matar a fome.

22 de jan de 2008

Depois que neguei a pessoa gorda que eu estava, emagreci 15 kg em 3 meses e mais quatro quilos até hoje. Foram 10 meses de puro prazer e emagrecimento constante. O único esforço que fiz foi a ginástica, o que, na realidade, não era sacrifício porque eu preciso deste gasto físico. Mas hoje vou pouco à academia. Procuro andar bastante para me sentir ativa e faço exercícios do gato para pegar força e massa muscular. Mês que vem volto para a Suiça, porque agora a minha vida flui sem amarras ou bloqueios.Como chocolate à vontade, sem culpas ou quantidade estipulada. Ao resgatar a imagem de magra que tinha, passei a pensar e desejar como uma pessoa magra e, por tanto, a me alimentar como uma pessoa magra. Somos o que pensamos. É tão simples e fácil ser feliz. Tente!

O começo

Engordei 15 kg quando fui morar na Suiça. Entrei em desespero e não tinha mais condições de enfrentar uma dieta. Não tinha mais forças para passar fome. A saúde estava totalmente comprometida por causa dos danos que causei ao meu metabolismo. Todas as minhas funções foram afetadas. Em choque, chorei minha alma inteira e depois fui recolhendo os farrapos que restaram de mim. A partir deste momento, deixei de reforçar tudo que existe de errado dentro de mim e só mexo com imagens positivas que representem o que eu quero ser e estar na vida. Descobri que nada é impossível. Sou o que quero ser. Apenas isto.